A semana passada tinha prometido falar sobre o resto do OE2010, nomeadamente as Obras públicas, mais especificamente o meu criticismo face ao TGV. Essa discussão fica contudo para mais tarde.
Esta semana, falo então da UE, Zona Euro e o seu futuro.
O Euro passa nesta altura pela sua pior crise desde a sua criação, e desde que substituiu as antigas moedas metálicas dos países aderentes.
A crise de 2008 veio pôr a nu todas as fragilidades deste sistema, e a sua susceptibilidade face a ataques especulativos. A constante alteração dos dados estatisticos feito ao longo dos anos pelos decisores politicos gregos, resultaram num aumento dos CDS(credit default swaps ou taxas de juro dos titulos de divida publica), encontrando-se neste momento perto dos 7%, enquanto que o valor padrão(Alemanha) situa-se nos 3%. A divida publica grega, atinge neste momento os 103% do PIB.
Convem saber então que existem 3 medidas de politicas , a cambial, monetária e orçamental, contudo, quem aderiu ao Euro prescindiu das 2 primeiras em deterimento do BCE, e viu a sua politica orçamental severamente vigiada( PEC, défice do estado anual de 3%).
Em crises como a de 2008, o normal a fazer, seria usar-se 2 das 3 politcas para anuviar um pouco o clima economico, contudo apenas a orçamental estava disponivel e restringida a 3%(actualmente, e para a maior parte dos países Euro, esta meta dos 3% é apenas para ser cumprida em 2012, face ao esforço dos estados numa resposta de estimulo à economia).
Mas afinal qual foi então o Problema do Euro?
o grande problema que muitos economistas apoiam, foi o facto de quando se criou o euro, não se ter simultaneamente avançado para uma união politica europeia, com um orçamento europeu, de modo a que qualquer resposta face a choques assimétricos deste tipo, teriam como resposta transferencias do orçamento para o país em causa. No fundo seria tal e qual um grande país(a Europa), onde cada país seria um distrito desse grande país.
Deste modo teria-se acesso a todas as politicas disponiveis para suportar choques deste género.
Será então o fim do Euro?
A grande duvida fica nesta pergunta, muitos afirmam que sim, outros tantos afirmam que não, só o tempo o dirá.
Mas o mais provável será um destes 3 casos.
Caso1:
A grécia é forçada a sair do euro, seguindo-se os países mediterranicos, ficando apenas as economias mais fortes, a frança, alemanha e os paises do benelux. Nesta fase, o euro mantém-se, mas a questão da integração europeia fica seriamente em risco.
Caso 2:
o mais caótico de todos, todos os países abandonam o euro,sendo que apenas as economias mais fortes se aguentam no pós-euro, todas as outras economias, incluindo Portugal, passarão por uma década muito má, e a constantes desvalorizações de moeda, isto, na prespectiva optimista de que conseguem resolver de forma fácil a transição do euro para o escudo, e seus custos inerentes
Caso 3:
o mais dificl de provar que se verificará, contudo a história é propicia em casos destes género. O povo europeu e seus decisores politcos, conseguem avançar para uma fase de união politica, como estágio final para uma zona monetária optima.
É em tempos de fortes crises que surge a mudança, esperemos que seja uma boa mudança
domingo, 28 de fevereiro de 2010
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no texto acima, tenho de fazer um reparo.
ResponderEliminaronde se lê
, deverá ler-se alguns economistas, pois nem todos são a favor da intergração europeia.